O setor de energia está em perigo e, de acordo com um relatório recém-publicado pela Kaspersky Labs, quase ninguém está falando sobre isso. A questão diz respeito ao computadores ICS (Industrial Control System). Cada vez mais os hackers estão  mirando estes equipamentos como alvo, tendo recentemente recebido um robusto conjunto de ferramentas para isso.

Lembre-se de que, em 2010 a Kaspersky Labs descobriu as primeiras ocorrências de um “verme” de computador mal-intencionado conhecido como "Stuxnet". Nunca se havia visto nada como ele antes, indicando que fora criado a pedido de um Estado-nação com grande poder aquisitivo.

Sua finalidade era invadir os CLPs (Controladores Lógicos Programáveis) - computadores primitivos usados ​​por quase todas as indústrias modernas. De muitas maneiras, esses computadores rudimentares são o que tornam possíveis a existência das sociedades modernas. Pior, eles quase não têm proteções, porque até o Stuxnet ninguém considerava a possibilidade de que seriam alvo de um ataque.

O problema é que o dano causado pelo ataque a esses controladores não se limita ao reino digital. No Irã, o Stuxnet foi usado para causar danos significativos ao programa nuclear do país, fazendo com que dezenas de suas centrífugas explodissem.

Uma vez que o código já está na natureza há muitos anos, variantes do vírus foram desenvolvidas. Teme-se que as variantes mais novas e mais robustas possam ser usadas para direcionar a infraestrutura crítica em todo o mundo - o que parece estar acontecendo agora. De acordo com o relatório da Kaspersky Labs, quase 40% de todos os ICSs analisados ​​no setor de energia foram atacados por malwares pelo menos uma vez.

Até o momento esses ataques não causaram nenhum dano significativo no mundo físico, mas este é um simples jogo de números. Mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer e com consequências trágicas.

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